Relacionamento abusivo

Bom dia!!

Hoje vou falar de assunto triste mas de extrema importância, e que precisa ser dito, espalhado, compartilhado, fofocado, gritado, que seja, até chegar a todas as pessoas, pois infelizmente é uma situação que acontece com uma frequência muito alta. Vale lembrar que é o tipo de situação que pode acontecer em qualquer forma de relacionamento, não é exclusivo de uma relação só homo ou só hétero, e para ninguém falar: “tá falando isso mas na hora de escrever deixou claro que só homem tem esse tipo de comportamento”, hoje vou utilizar o X para não definir o gênero, ok? Não vou entrar no mérito da porcentagem que cada gênero sofre ou comete o ato, o que importa aqui é que ainda acontece!

Alguém aí já esteve em um relacionamento onde x parceirx era excessivamente ciumentx e possessivx, te isolava de parentes e amigos, regulava suas roupas, invadia sua privacidade, era agressivx (verbalmente ou fisicamente), te obrigava a ter relações sexuais? Ou onde você se sentia sempre culpadx por tudo independentemente da situação, oprimidx, triste, manipuladx, controladx, humilhadx, sufocadx? Se sim, então infelizmente você já esteve numa relação abusiva.

A relacionamento abusivo é aquele onde o parceiro ou a parceira exerce em excesso o controle sobre o outro, pode acontecer tanto em relação a mulher quanto em relação ao homem e pode ocorrer na adolescência, em adultos ou idosos, geralmente começa de forma sutil e com o tempo vai aumentando, tomando uma proporção imensa causando muito sofrimento e mal-estar, por exemplo: “você vai com essa roupa?”, “pra quantxs você deu mole hoje?”, “ninguém gosta de você, só eu”, “você devia dar graças a deus por eu estar com você, sou a única pessoa que te suporta”, “só estou com você por dó”, “como você é burrx e ridículx”, “você é um lixo”, “se você morrer ninguém vai sentir sua falta”, e por aí vai…

Por começar de forma sutil muitas vezes não percebemos o que está acontecendo, as vezes podemos até achar que é cuidado e preocupação. Com o tempo as investidas vão aumentando e piorando, mas como nossa autoestima está abaixo do rodapé acreditamos piamente que a culpa por toda e qualquer situação que aconteça é nossa, pedimos desculpas e rezamos para todos os santos para que esse ser humano tão maravilhoso não nos abandone nunca, afinal de contas somos a escória do mundo e não podemos perder esse ser único que nos suporta e que definitivamente tem uma vaga cativa no céu por nos fazer tamanho favor.

Aí tem aquela pessoa que sempre fala: “nossa, Cláudia, como você é exagerada…” E eu te digo, queria eu estar exagerando… Muitas vezes as pessoas não conseguem enxergar que estão numa relação destrutiva, outras vezes acham que estão exagerando, outras percebem que tem algo errado, mas não querem aceitar, ou então sentem muita vergonha, ficam com medo do que as outras pessoas podem pensar e preferem não contar ou pedir ajuda, outros acreditam na mudança dx parceirx, outros acham que a culpa disso tudo estar acontecendo é deles. Não é uma situação fácil de expor e muitas pessoas não entendem, então para deixar beeeeeem claro, não é o tipo de situação que as pessoas querem passar e não é porque elas querem!

Aí vem outra pessoa e diz: “Ah, mas é só sair da relação, ignorar, deixar pra lá…” Infelizmente não é assim tão fácil, a pessoa que passou por esse tipo de relacionamento se sente muito vulnerável e fragilizada, muitas vezes tem medo de ficar só, acha que nunca mais vai encontrar alguém e etc. É necessário todo um trabalho psicológico, e muitas vezes psiquiátrico, de fortalecimento pessoal, trabalhar na reconstrução de uma série de coisas que foram destruídas ao longo da relação, como por exemplo: autoestima, autoimagem, segurança, confiança, criar/fortalecer laços e entre outros.

Se você se identificou com esse texto, é o primeiro passo, agora busque ajuda, conte para alguém de sua confiança, não é vergonha alguma passar por isso! E você, pessoa de confiança, ajude, se for necessário ligue você mesmo e marque para a pessoa um horário com um psicólogo, não ignore e nem faça pouco caso.

Claudia Santos

Claudia Santos

Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, com formação em Terapia Sexual pela Clínica Integrada de Psicologia e Sexologia – CIPS. Se apaixonou perdidamente pela Psicologia Clínica e atende adultos e casais na Equilibrium Clínica de Psicologia. CRP 01-15472.

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Casamento no Campo

Olá noivinhas,

Seu sonho é casar no campo? Na montanha ou na fazenda? O cenário é perfeito para quem deseja um casamento em contato pelo com a natureza, respirando o ar livre do ambiente. Hoje vamos dar dicas bacanas e chamar a sua atenção para detalhes que não devem ser esquecidos na hora de organizar a sua cerimônia.

Horário: o ideal para poder aproveitar toda a beleza do local é às 11h:00 ou às 16h:00. E lembre-se sempre de verificar o clima, pois normalmente cerimônias no campo combinam com ar livre.

cc Leia mais “Casamento no Campo”

Raquel Nascimento

Raquel Nascimento

Raquel nasceu em Recife – PE, mas mora em Brasília desde os 15 anos. Se casou aos 30, em março de 2014, e foi nos preparativos para seu casamento que se apaixonou por esse mundo e decidiu nunca mais sair dele. Assim, nasceu o Felizes a Dois.

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Katielly e Adamo, um noivado no Caribe!

(Aperte o Play para ler esse post ouvindo a música que embala o amor do casal)

Olá, casais!

De todos os temas abordados no blog, um dos que mais me encanta é o pedido de casamento. Acredito que por ser o início de uma trajetória linda e o começo também da caminhada na vida a dois.

Quem já passou por esse dia, seja de surpresa ou combinado, sabe que as emoções de um pedido são indescritíveis. E como é lindo quando o namorado pensa com carinho em todos os detalhes, faz um discurso, ajoelha… aaah gente! O amor é sim tudo de bom.

E para inspirar os casais apaixonados que ainda estão pensando nesse próximo passo, hoje tem o pedido de casamento da Katielly e do Adamo.

“Foi inexplicável, uma mistura de vários sentimentos e emoções, nem nos meus melhores sonhos imaginava um pedido de noivado tão perfeito e encantador, foi surpresa, a minha família e nossos amigos ajudaram ele a organizar tudo.” Contou Katielly para o blog.

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Raquel Nascimento

Raquel Nascimento

Raquel nasceu em Recife – PE, mas mora em Brasília desde os 15 anos. Se casou aos 30, em março de 2014, e foi nos preparativos para seu casamento que se apaixonou por esse mundo e decidiu nunca mais sair dele. Assim, nasceu o Felizes a Dois.

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